sábado, 28 de junho de 2014

Um poema sobre Charles Manson

Filho do Homem empresarial e revolucionário das massas rotineiras que tentam definir a verdade universal sobre o sentido do viver, vieste atirar aos poços de suicídio imaginativo uma luz negra que queima os tijolos do monumento erguido pelos deuses da moral, e que em segundos e para a eternidade definiste o ícone simbólico do anti-humano e do anti-espiritual e do anti-pátria e do anti-vizinho e mais do que tudo do anti-irmão. 
Que alegremente na tua barba marcaste em cicatriz de fogo essa testa iluminada de ideias de guerra à cultura e respondes-te ao psicólogo com provocações e gritas-te ao mundo numa língua não morta, mas presa pelos recantos mais infelizmente pobres do cérebro moderno.

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