Oh divino instrumento e salvador destruidor do silêncio, que inventado
fostes pelos que tristes vagueavam por esses centros barulhentos de cidade
moderna e luminosa, sonora e caoticamente belo, sem poder receber na totalidade
toda a música criada e perpetuada pelos clangs e brrrs e tudo mais.
Vieste
salvar-nos de uma pauta vazia nas nossas mentes, repletas de pausas de mínima
breve e semibreve que se sobrepõem na orquestra que somos, actuando para sempre
no concerto que é a rotina consciente.
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