Um espaço onde a poesia não é só sobre temas profundos da humanidade. Descreve um tema num comentário, por mais absurdo que seja, e será transformado em algo belo.
sábado, 28 de junho de 2014
Um poema sobre ovos podres, um telefone estragado, uma prostituta e um camarão tigre assado
Os últimos minutos no relógio avançam mais lentamente que os seus pais,
e a última refeição oferecida generosamente pela própria amostra de Homem que a
fez e a moldou numa servidora da tentação e aliviante da tortura na mente
masculina, na forma de um mísero camarão assado para lá da sua matéria orgânica
e caricaturas de ovos, já inúteis e sem propósito, servem como companheiros
fieis nestes momentos que parecem não querer desaparecer. O telefone está caído
e a chorar, pois ninguém se preocupa com ninguém. Pelo menos por agora.
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