sábado, 28 de junho de 2014

Um poema sobre o estado de espírito "meh"

O meu olhar entristece ao ver essas manhãs melancólicas e noites aborrecidas retirar toda a antiga cor do mundo pintado lá fora, desaparecendo num já conhecido cinzento existencial. Caminhando pelas ruas do tédio, um purgatório pessoal e consciente faz-me sobreviver lentamente, ao ver o relógio da minha existência abrandar em neutras expressões e vazias interacções.
Nos extremos da emoção humana se encontra essa raison d'être que tantos falam mas ninguém ousa viver, e é nessa aterradora estrada que arrasto os meus pés, cansado de tudo e de nada.

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