O meu olhar entristece ao ver essas manhãs melancólicas e noites aborrecidas retirar toda a antiga cor do mundo pintado lá fora, desaparecendo num já conhecido cinzento existencial. Caminhando pelas ruas do tédio, um purgatório pessoal e consciente faz-me sobreviver lentamente, ao ver o relógio da minha existência abrandar em neutras expressões e vazias interacções.
Nos extremos da emoção humana se encontra essa raison d'être que tantos falam mas ninguém ousa viver, e é nessa aterradora estrada que arrasto os meus pés, cansado de tudo e de nada.
Sem comentários:
Enviar um comentário