É o fim.
Diante de mim, o destino inevitável e infernal de água borbulhante ri-se de mim enquanto deliciado me observa em terror, congelado na minha impotência, paralizado na minha insignificância. Seria de esperar que fosse parar a uma maravilhosa salada ou magnífico prato de restaurante sofisticado, para ser apreciado e devorado lentamente a todo o prazer do cliente e sua boca, mas a cruel realidade me levou a enfrentar este monstro de metal e sua ácida saliva.
Memórias de um verde prado assombram-me a mente nesta hora final, como que uma última refeição antes do sono eterno, de minhas almas amigas e nobres vegetais, que contra chuva e sol se ergueram orgulhosamente da terra para, em todo o seu esplendor, marcar a sua presença neste mundo.
Mas agora, o banho e o vazio.
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