A dança esquizofrénica de dedos pulantes em harmonia
apaixonada pelo preto e branco foi outrora obra-prima de palco auditivo, quando
o experiente e o amador quebravam as barreiras do silêncio ao projectar da
quarta dimensão a sinfonia da mente humana nos ouvidos carentes de algo mais. E
as palmas que alegremente ensurdeciam e as luzes que divinalmente iluminavam
foram outrora a raison d'être deste simples e megalómano objecto que insiste em
perdurar pelos tempos musicais da criação humana.
Agora, já toda a peça sentimental sentida, apenas o túmulo de um portal transcendentalmente puro permanece, mudo e completo.
Agora, já toda a peça sentimental sentida, apenas o túmulo de um portal transcendentalmente puro permanece, mudo e completo.
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