sábado, 28 de junho de 2014

Um poema sobre o infinito da escuridão

Silêncio visual, vazio do céu, e metáfora humana de escritores e filósofos que escrevem e sentem o mesmo, na sua procura indeterminada de loucos velhos e dementes, dessa luz longínqua que ilumina e deixa-se iluminar pela vela que é a sabedoria humana. 
Quem olha para o abisso, quem conversa com o abisso, quem se atira para o abisso que se rompe aos pés de hormonas e sinapses, psicologias e sociologias, religiões e política, e todo o pesadelo perfeito que foi construído e destruído pela mão humana, não sabe que também ele, é o mesmo abisso que tanto amou.

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