Silêncio visual, vazio do céu, e metáfora humana de escritores e
filósofos que escrevem e sentem o mesmo, na sua procura indeterminada de loucos
velhos e dementes, dessa luz longínqua que ilumina e deixa-se iluminar pela
vela que é a sabedoria humana.
Quem olha para o abisso, quem conversa com o
abisso, quem se atira para o abisso que se rompe aos pés de hormonas e
sinapses, psicologias e sociologias, religiões e política, e todo o pesadelo
perfeito que foi construído e destruído pela mão humana, não sabe que também
ele, é o mesmo abisso que tanto amou.
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