Chegado à tranquilidade da minha prisão temporária após um
dia repleto de sonhos despedaçados, a esperança de um instante no tempo banhado
num nirvana de sabores é-me atirada a cara com a visão súbita e horrível de um
chão em caos, repleto de fragmentos cortantes que cortam os pés que caminham e
choram sobre eles.
Poderia talvez lançar ao chão o peso mais suscetível a
sofrer a lei da gravidade, mas a mim, uma viagem única à maternidade do
necessário, os supermercados, e tudo será como era.
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